Terça-feira, 8 de Julho de 2008

SOU EU MESMA

"Sou eu mesma quando olho para o chão para não encarar o sol. Sou eu mesma mesmo quando sorrio chorando por dentro, porque sei que nem todo momento é cabível para lamúrias.

Sou eu mesma dentro de mim, tentando esconder-me o tempo todo de não sei nem o quê. Sou sempre eu mesma quando acho graça da piada mais idiota que alguém conta. Sentir vergonha por sorri não é meu forte. Sou eu mesma quando desvio o olhar para não olhar nos olhos ou encaro de óculos escuros para parecer firme.


Sou eu mesma quando busco inspiração nas rimas sem sentido só para não perder a prática de fazer um poema, nem que eu tenha que apagá-lo depois. Sou eu mesma quando enxugo as lágrimas de uma dor interminável para depois esquecer que senti."




Ana Paula Nogueira

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

ALÉM

"Entreguei-me em versos a ti
Para levar-te ao horizonte
E mostrar que mar é céu no reflexo das nuvens
E pôr-do-sol é paisagem esplêndida
Pintada em tela em demonstração gratuita
Entreguei-me em versos a ti
Para dizer-te que clarão é fechar os olhos
E ver teu reflexo em meus pensamentos
E perfeição é sentir o calor do teu abraço
Nos momentos de solidão"
Ana Paula Nogueira

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

CÁLICE

>>>Guardar ressentimento é o mesmo que tomar veneno esperando que o outro morra<<<

(desconheço a autoria, saúdo a sabedoria)

Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

AO INFINITO...

"Surgiu do sonho mais distante, a louca vontade de viver intensamente. Ser feliz deixou de ser apenas um propósito e renasceu como razão única da minha existência. Além do horizonte enxerguei que o amor supera qualquer barreira imposta por nossos conceitos, que a linha é imaginária, que basta se aproximar para diminuir a distância e que para não ter medo tem que parar de sentir medo.


Ao infinito dediquei minha vida. Aos deuses, minha eternidade. Nada me fará desistir de ser feliz. Nada desviará meu olhar além da linha do horizonte seja em qualquer direção que eu estiver. Descobri, finalmente, que minha felicidade depende exclusivamente de mim, e do meu desejo!"

Ana Paula Nogueira

Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

AOS POETAS

"Entre poetas, o diálogo ocorre mudo
Sem necessária coerência
Lamentações talvez
Displicência

Uma coisa só faz sentido
Lembra um lugar qualquer
Ou destino nenhum
Até mesmo razão sem ser

Não precisa lembrar se não esquece
O problema é o céu sem estrelas
Trevas pálidas
E saudade de uma gelada

Correm
Morrem
Alguém correu?
Morreu de amores?

De amores não morrem rancores
Morrem por dentro por viver irreal
E aflora por fora com pena da vida

Melhor parar de viajar na maionese
Bem melhor é viajar num copo
Numa carteira de cigarros
Ou na boca de alguém."

Ana Paula Nogueira da Cruz

Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

CORAÇÃO DILACERADO

"Com uma faca de dois gumes
Atingi o falso profeta
Escondi meu rosto para não vê-lo sangrar

Ao mesmo tempo em que talhei o tal do amor
Sem perceber arranquei do peito o coração
Num golpe fatal
Segurei a dor

Sangrei até a última gota
Quando percebi que no chão pulsava
Pisei-o
Não quis correr risco de sobrevivência

Convicta da morte
Rasguei as mentiras, ilusões, promessas
Tudo o que restou
Atirei-o para longe
Livrei-me dele e descobri
Que era o meu único defeito."

Ana Paula Nogueira

Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

LIBERDADE

"Do alto
Avisto
Precipício

De dentro
Estilhaços
Resquícios

De fora
Vontade
Arbítrio

P
u
l
e
i

Ana Paula Nogueira